Questões de Concursos
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A reação negativa de parte do público à apresentação do referido espetáculo de balé pode ser atribuída a seu caráter disruptivo: os diálogos eram em russo, a música era conduzida por um coral formado de jovens com vozes estridentes, a bailarina principal usava roupas masculinas e ao palco foram levados animais (macacos emprestados pelo Cirque d'Hiver), o que foi interpretado como desrespeito e imoralismo pela burguesia parisiense.
O interesse de muitos franceses pela cultura russa explica-se, em grande medida, pela aliança franco-russa concluída em 1892 e em vigor a partir de 1893, a qual produziu, especialmente em Paris, celebração da arte e da corte russa; à época, era possível encontrar na cidade, por exemplo, fotos do czar em caixas de fósforos e nos quartos das crianças.
A Sagração da primavera foi uma produção da companhia russa Ballets Russes, liderada pelo empresário russo Serguei Diaghilev e construída com a colaboração de grandes artistas, como Igor Stravinsky e Romola Nijinsky.
A Sagração da primavera é considerada, na historiografia e na história da arte, o ápice do movimento surrealista, caracterizado pela subversão do movimento síncrono, pela estética eclética, pelo informalismo pictórico e, sobretudo, pela reação ao racionalismo e ao realismo do século XIX.
O Império Alemão tornou-se uma potência industrial e naval nas décadas seguintes a sua formação, tendo colapsado apenas ao final da Primeira Guerra Mundial.
A escolha do Palácio de Versalhes como local da proclamação do Império Alemão foi uma forma de evitar o comprometimento da então frágil unidade alemã.
A fim de assegurar a isonomia política interna, o parlamento alemão tinha uma câmara alta, o Bundesrat, onde os vinte e cinco estados alemães, os chamados Länder, tinham a mesma quantidade de representantes e votos.
No Reichstag, a câmara baixa do parlamento alemão, atuavam todos os eleitos como representantes do povo e, a fim de proteger o poder absoluto do Kaiser, o chanceler Otto von Bismarck tentou evitar que o Reichstag tivesse muito poder, mas, por meio da influência política dos junkers, o Reichstag assegurou a sua iniciativa legislativa e a impossibilidade de sua dissolução pelo Kaiser.
Paralelamente às consequências econômicas e políticas do colapso da URSS e da Europa Oriental, que foram mais dramáticas que as ocorridas na Europa Ocidental em fins da década de 80 do século passado, as ricas economias do capitalismo trataram a crise de forma urgente e maciça, tendo o fim da Guerra Fria sido considerado o fim de um conflito, e não o fim de uma era.
Na América do Sul, a aplicação da política econômica internacional conhecida como Consenso de Washington resultou em medidas que, algumas décadas depois, implicaram a adoção, pelos presidentes da Argentina e do Brasil, de políticas que modificassem os padrões das reformas liberais, indo contra as teses que embasaram o referido consenso.
Assim como ocorrera com a Holanda, que, após a Segunda Guerra Mundial, viu a Indonésia lutar e conseguir sua independência, as demais potências coloniais e ex-coloniais do oeste europeu passaram a dedicar sua total atenção às questões europeias e abandonaram as antigas prioridades de manter o domínio e o controle das respectivas colônias.
Um dos pontos centrais da convenção Bretton Woods, realizada em 1944 com o objetivo de evitar os erros das políticas econômicas dos anos 30 que culminaram na grande depressão, foi o compromisso firmado em prol da conversão das moedas europeias para o euro, com o objetivo de facilitar o comércio e os investimentos internacionais e alavancar a economia no continente europeu, destroçado pela guerra.
A Alemanha, após ter declarado guerra à URSS em 1941, não poderia manter uma guerra longa, pois, apesar de seus esforços, produzia bem menos aviões que seus rivais Inglaterra, URSS e Estados Unidos da América; depois da bem-sucedida ofensiva alemã contra as regiões do Cáucaso e do baixo Volga, as tropas germânicas foram detidas em Stalingrado, momento a partir do qual a derrota alemã foi apenas uma questão de tempo.
Segundo o economista John Maynard Keynes, após a Primeira Guerra Mundial, sem a restauração da economia alemã, era impossível a recomposição de uma civilização e economia liberais estáveis na Europa, pensamento que influenciou os franceses a tolerar uma política de realização alemã após 1924, o que, mesmo assim e devido à longa relutância francesa, terminou por enfraquecer a economia na Alemanha.
No período entre as duas grandes guerras mundiais, os únicos países europeus com instituições políticas adequadamente democráticas que funcionaram sem interrupção foram a Grã-Bretanha, a Finlândia, o Estado Livre Irlandês, a Suécia e a Suíça.
A forma como o Saara Ocidental foi deixado pelo governo espanhol conforma-se aos termos da Carta da ONU, na declaração relativa a territórios sem governo próprio, já que os povos daquele território tinham plena capacidade de se governarem.
Posteriormente à década de 70 do século XX, a riqueza no mundo atingiu altos patamares, o que possibilitou o aumento exponencial do financiamento de atividades culturais e artísticas, tendo sido, entretanto, toda essa riqueza global direcionada para o setor privado em detrimento das receitas públicas.
As transformações técnicas e dos modos de vida que caracterizaram o período da Revolução Industrial entre 1875 e 1890 favoreceram o crescimento de correntes políticas apoiadas na democracia das massas, que, adiante, no século XX, estiveram integradas tanto ao nacionalismo, característico do liberalismo conservador, quanto ao socialismo.
Durante os anos do apogeu do liberalismo clássico, ocorrido antes de 1914, o volume do comércio mundial dobrava a cada 20 ou 25 anos, ao passo que, após a Segunda Guerra Mundial, o volume do comércio mundial passou a dobrar a uma velocidade muito menor, em torno de três a quatro décadas.
A participação feminina em premiações internacionais no alvorecer do século XX não conseguiu superar a representação das mulheres, segundo o ideário universal, como peças funcionais na família e na sociedade, a despeito de sua procura pelo reconhecimento público de seus feitos; prova disso é que, entre 1901 e 1914, quando a Fundação Prêmio Nobel começou a premiar personalidades no campo científico, apenas por quatro vezes, as mulheres, como Selma Lagerlöf, Bertha von Stunner e Marie Currie, foram agraciadas.